Por que é que todo mundo
Desenha o coração errado?
É por ter alma imunda?
Ou é por ser mal amado?
Mas eu acho que coração
Cada um tem o seu
É por isso que ninguém faz
O coração igual ao meu
Mas parece que todo o resto
Não quer concordar
Rouba o coração um do outro
Porque não sabem como amar
De vez em quando algumas coisas
Acontecem sem mais nem menos
De vez em quando nada faz
Com que saibamos o que nós queremos
De vez em quando tudo acontece
Como se nada ligasse para você
De vez em quando o dia amanhece
E você perde a vontade de viver
Mas nada que acanhe a liberdade
O fruto da indignação
Mas também o fruto da genialidade
Da invenção. Do consumo.
E se eu paro, se eu bebo ou se eu fumo
O rumo é meu, para quem quiser saber
Desculpe, mas não é nada só por você
É por mim. É por nós. É por tudo
Acontecem sem mais nem menos
De vez em quando nada faz
Com que saibamos o que nós queremos
De vez em quando tudo acontece
Como se nada ligasse para você
De vez em quando o dia amanhece
E você perde a vontade de viver
Mas nada que acanhe a liberdade
O fruto da indignação
Mas também o fruto da genialidade
Da invenção. Do consumo.
E se eu paro, se eu bebo ou se eu fumo
O rumo é meu, para quem quiser saber
Desculpe, mas não é nada só por você
É por mim. É por nós. É por tudo
Amarelo, ouro, escuro e um pouco mais
Praga dourada, enfeitiçada
Torna-me insuficientemente acabada
Ponto sem traço, sem corda
Seguimento de prosa mal laçada
Letras e pontos avulsos
Regados de ignorância
Mal essência, má decência
Corte lavado, deixado na infância
Perpetua símbolo e raiz
Troca rosa e rasga matriz
Violeta sol e um pouco mais
De um todo nada que fica para trás
Configuração indeterminada
Sem regra, sem meta deflorada
Perca a aposta, entorta prego cego
Rego mas nego o legado do meu ego
Praga dourada, enfeitiçada
Torna-me insuficientemente acabada
Ponto sem traço, sem corda
Seguimento de prosa mal laçada
Letras e pontos avulsos
Regados de ignorância
Mal essência, má decência
Corte lavado, deixado na infância
Perpetua símbolo e raiz
Troca rosa e rasga matriz
Violeta sol e um pouco mais
De um todo nada que fica para trás
Configuração indeterminada
Sem regra, sem meta deflorada
Perca a aposta, entorta prego cego
Rego mas nego o legado do meu ego
O que é que leva ao crime?
À bala enferrujada?
É trabalho mal feito?
Ou é esposa mal amada?
O que é que traz a arma?
O que é que raza o punho?
É o medo de ser pego?
Ou é o de morrer sozinho?
O que é que leva ao crack?
À pedra, à perdição?
É falta de mundo?
Ou é falta de opção?
Seja o que for,
Seja o que depor,
Não será serra sina
Nem sina de isopor
Seja o que seja, seja,
Seja sempre igual
Seja ação mal feita
Seja a meta final
O que é que pode ser?
À bala enferrujada?
É trabalho mal feito?
Ou é esposa mal amada?
O que é que traz a arma?
O que é que raza o punho?
É o medo de ser pego?
Ou é o de morrer sozinho?
O que é que leva ao crack?
À pedra, à perdição?
É falta de mundo?
Ou é falta de opção?
Seja o que for,
Seja o que depor,
Não será serra sina
Nem sina de isopor
Seja o que seja, seja,
Seja sempre igual
Seja ação mal feita
Seja a meta final
O que é que pode ser?
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