Estava muito tarde. A lua pairava sobre o desmerecido vácuo do céu. E naquele apartamento apertado se encontrava ele. Sempre a se esconder de seu dono. Esperava ele dormir para que pudesse enfim por um fim no seu desespero.
E ternamente terminava de fingir. Seus quase-não-pés tocavam o quase-não-chão que quase não se notava. E aquele quase-não-monstro desgraçado que se encontrava na cama não se lembrava de que seres não-humanos também têm de tomar banho.
Terna vida de se viver, aquela. Trabalhava das 6:00 às 8:00, junto com o seu chefe sujo. Sujo de pele e sujo de alma. Problemático que só, trocava tanto suas míseras moedas que os seus pelos já se cansavam daquelas mangas suadas.
Mas entre tantas míseras maldições, trancavam suas tradições em caixinhas não-tão-visíveis. E enquanto roíam suas unhas não-tão-existentes se esqueciam de que o subordinado era quem realmente fugia das banalidades simplistas. Ele era terno.
Não digo que tinha ternura no sangue.
Digo que o terno terno era só um terno.
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