terça-feira, 15 de setembro de 2015

XADREZ

A vida é como um jogo de xadrez
Jogado por Deus e pelo Satanás
Eles se importam com algumas peças
Mas deixam as outras para trás

Sentado, de branco, as brancas começam
E o preto, claro, tem mais tempo para pensar
Nenhum dos dois perdem peças de propósito
Mas é dessa forma que o jogo tem que funcionar

Equilíbrio nada afim
Vozes baixas sussurram o fim
Será só impressão?
Ou só mais um peão?

E vestido de peão você pode viver
Mas viva frio, ríspido, rígido, estragado
Ninguém vai sentir sua falta quando você morrer
Porque você nunca foi, nem nunca será amado

Ou quem sabe você é um cavalo
Poderoso até mesmo para matar uma dama
Mas e então, seu animal irracional?
Vai viver da dor ou vai morrer do drama?

Quer ser um bispo? Seja!
Mas como todos os outros, irá para o inferno
Vai viver para morrer ou morrer para matar
Porque ninguém é santo e nenhum momento é eterno

Torre foi, torre será
Morreu, morre e sempre morrerá
Você é isca, meu caro! Inválido até o final
Você é usado, maltratado. Você é o azar!

E da mais bela peça, uma rainha lhe tomo
Com sua formosura e sua impecável vivência
É uma pena que você não poder ser ela
Pois ninguém é perfeito para ter sua essência

E se você for o rei, se considere infeliz
Porque você é poderoso, porém, desarticulado
E aqueles do seu lado morrerão por você
Até que você seja capturado...

A vida é como um jogo de xadrez
Jogado por Deus e pelo Satanás
Eles se importam com algumas peças
Mas deixam as outras para trás

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